Titulo
Funk da Nossa Gente
Sinopse
O Documentário “Funk da nossa gente” apresenta a musicalidade do funk consciente como ferramenta política, contestadora e denunciativa. O universo funkeiro tradicionalmente associado ao erotismo e à violência, através dessa vertente que se mostra, não se limita a seguir modelos estigmatizados neste gênero musical. As letras que comumente apostam nas trajetórias individuais dos jovens e nas histórias de vida dos moradores da periferia discutem como pano de fundo segurança, atuação policial, pobreza, violência, juventude, oportunidades entre outros temas sociais expressos através da música e pela perspectiva desses atores. Dessa maneira, o Funk Consciente desdobra na experiência de uma cultura de paz, cuja pretensão de afastar os jovens da criminalidade por meio da “conscientização”, acaba por criar uma nova identidade para o funk, e coloca-se como um “constructo estético social” que é ao mesmo tempo transformador e relator da realidade. A iniciativa artística dos MCs de Belo Horizonte ao ressignificar o funk concomitantemente ao significado que dá à favela mineira, reclama uma nova categoria desse gênero musical, que por sua vez relaciona com o modo pelo qual os territórios urbanos são estruturados e hierarquizados. A feitura do filme, no que diz respeito aos procedimentos técnicos, contou com o roteiro e produção de Camila Coeli e a direção de Pedro Vasconcelos; os assistentes de produção e de direção foram Tamara Fontes e Caio Graco, respectivamente. As imagens foram feitas por Pedro Vasconcelos, Caio Graco, Felipe de Oliveira e André de Oliveira e, por fim, edição de André de Oliveira. O filme também contou com os especialistas em Cultura Popular Gustavo Gusmão e Valdecir Cunha. O documentário recebeu apoio institucional do Museu da Imagem e do Som, da Fundação Municipal de Cultura e da Prefeitura de Belo Horizonte e traz nos seus 12 minutos de duração os grandes e principais nomes do Funk Consciente: Mc Pablo, Mc Belo, Mc Lucas Lv, Mc Márcio BH, Mc Bebe, Mc Kell, Mc Jefinho, Mc Caçula, Mc Pitico, Mc Romeu, Mc Dodô e Mc Cunhado. As entrevistas, bem como as imagens, revelam como a favela de Belo Horizonte, ao demonstrar suas peculiaridades frente as favelas carioca e paulista, aninha engenhosamente seu gigantismo com traços paroquiais e moralizadores. Assim, a favela mineira não pode ser vista como um lugar que se esgota nos estereótipos mais genéricos, pois se apresenta como sítio de sujeito e predicado: “BH é a terra do funk consciente”, “Funk consciente é arte e realidade”, e realidade é a linguagem da favela.
Língua
Duração
12 min
Lançamento
2016
Direção
Pedro Vasconcelos
Local de produção
Brasil
Outras informações
Filme produzido com recursos do Edital de Cultura Popular e Tradicional, aberto pelo Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte em 2014.
Gênero cinema
Território do Filme
Belo Horizonte
